Arquivo de agosto 2026
Como surgiu o livro Sinais Para um Novo Caminho? – Parte 1

Por Vanessa R. C. Spanghero
Resenha do Livro – A Seleção Volume 1 de Kiera Cass

Resenha do livro
A Seleção
Kiera Cass
Illéa é um vasto e jovem país, sua população é dividida em castas que vai do Um, pertencente à família real, até a casta Oito, onde estão os mais miseráveis da população. América Singer é uma jovem que faz parte de uma família de artistas e músicos pertencente à casta Cinco, uma das mais pobres. América é uma ruiva, que herdou o gênio da mãe e a compaixão do pai, têm quatro irmãos que são: Kenna a mais velha casada com um homem da casta Quatro, Kota um artista obcecado em conseguir subir sua posição hierárquica nas castas e que conseguiu fama com suas esculturas, mas abandonara sua família, May irmã mais nova, de personalidade sonhadora e entusiasmada que América muito ama e Gerad o caçula da família de 7 anos.
América e Aspen são apaixonados um pelo o outro, eles se encontravam sempre que podiam escondidos de todos, pois Aspen pertence à casta de número Seis, mais pobre do que a casta de América. Aspen trabalhava muito e ganhava pouco, se sacrificava para dar o que comer a sua mãe e irmãos, mesmo assim, passavam fome e dificuldades. Um casamento entre castas diferentes era muito burocrático, mas América mesmo sabendo das dificuldades que iria enfrentar ao casar-se com Aspen, não se importava, pois era o que mais queria. Ela se tornaria uma Seis se casasse com ele e sabia que sua mãe não iria aceitar e Aspen que por mais que amasse América tinha medo de não poder dar uma vida que ela merecia, ele sofria só de imaginar esse futuro de miséria e fome dos dois.
Maxon Schreave é o príncipe de Illéa, único filho do Rei Clarkson e da Rainha Amberly. Ele completou a maioridade e está em busca de uma noiva através da Seleção. Uma jovem de cada província é escolhida aleatoriamente para encontrar-se com ele, ao todo são 35 jovens que ficarão no palácio por tempo indeterminado até restar apenas uma, que se tornará a princesa de Illéa, todo este processo é acompanhado pelo país.
Eis que chega uma carta na casa de América Singer, esta carta contém o formulário que deve ser preenchido para quem quer participar da Seleção. Todas as jovens recebem esta carta com empolgação menos América que já tinha seu futuro planejado com Aspen.
Participar da Seleção era uma boa oportunidade de melhorar de vida principalmente para pessoas de castas inferiores como América, por isso, sua mãe a pressionava para participar, mas foi por Aspen que ela cedeu. Ele se culparia para sempre se ela não tentasse. América, certa de que não seria escolhida, preenche o formulário, assim agradaria a todos, mas seu plano deu errado, ela é uma das 35 escolhidas e tudo muda em sua vida de um dia para o outro e com o tempo seu coração fica dividido entre Maxon e Aspen. No palácio ela é cercada de luxo, jóias, vestidos deslumbrantes e regras de comportamento, o contrário de tudo o que ela vivera até então.
A Seleção é uma história de escrita simples, fácil e agradável, a escritora Kiera Cass soube criar um tipo de contos de fada moderno, misturando reality show em um mundo distópico. A junção dessas três ideias foi o que eu achei genial em uma história de romance de um príncipe em busca de uma princesa.
Por Vanessa R. C. Spanghero
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Resenha do Livro – Annibal – Uma Biografia de Marisa Villela

Annibal – Uma Biografia
Autora: Marisa Villela
Para escrever a biografia de Annibal Villela a autora Marisa Villela mergulhou nesta aventura de reconstituir o passado com muita paciência, constância e persistência. Todos os personagens, contexto histórico e os locais citados no livro são verídicos.
A autora juntou lembranças de seus pais, histórias deixadas por suas tias, relatos de descendentes da família Villela e muita leitura e pesquisa em jornais da época, principalmente no jornal O Ibitinguense que é uma relíquia de sua família tendo a autora todos os exemplares do jornal preservados até hoje.
Annibal Fernandes Villela tinha 21 anos em 1911. A vida era fácil e irresponsável como para todo rapaz bem nascido nesta cidade. Era elegante, músico e um boêmio contumaz. Ele estudava em outra cidade, mas sempre que podia e já que dinheiro não lhe era problema, voltava à vila de Ibitinga no trem pela Estrada de Ferro Douradense.
Ibitinga é até hoje uma cidade pequena. Fundada provavelmente em 1.856 por Miguel Landim e sua família. Anos depois, a vila recebeu novos moradores, boa parte de portugueses, sírios libaneses e italianos.
Por volta dos anos 1.889, chegou ao povoado, o português José Fernandes Villela, recém-casado com Zulmira Gana Castro, uma menina de 14 anos.
José Fernandes fez nome, teve dez filhos legítimos e mais dois fora de casa, conquistou honra e desonras. Fez de tudo um pouco desde que entrou no Brasil como fugitivo do serviço militar português. Mas foi com a aquisição de terras e imóveis que prosperou.
Annibal era o primeiro filho do casal José e Zulmira, sua família morava no melhor ponto urbano de Ibitinga. E possuir uma casa bem localizada era sinônimo de poder, colocando a família Villela em posição de fidalguia.
Annibal soube em agosto de 1.911 que foi publicado no único jornal da cidade O Imparcial, de propriedade do inimigo João Caldeira, um artigo contra seu pai. A difamação era por causa da política. Enquanto a família inteira apoiava a candidatura do civil Rui Barbosa à presidência da República, o camarada traidor se bandeou para os partidários do Marechal da Fonseca.
Annibal, envolvido pelas discussões políticas, entrou na briga, fundando com a ajuda do pai o jornal O Ibitinguense.
Ele era além de proprietário do jornal, também diretor de redação, cronista, os vários redatores fictícios, cujos tentos assinava com nomes falsos. Era também o revisor, o responsável pela impressão e pela distribuição do semanário.
Seu jornal serviria para dois propósitos: colocar lenha na fogueira da briga política local e servir de às várias declarações à Maria, seu amor clandestino.
Este livro foi-me emprestado e apesar de eu ser de outra cidade, Itápolis, próxima a Ibitinga, tenho uma forte conexão com esta cidade há anos, pois é de lá meu companheiro, grande amor da minha vida. De certa forma esta cidade sempre fará parte das minhas lembranças de vida. E assim como a autora que, aliás, fez um trabalho incrível de pesquisa para resgatar o passado, eu também acho que é de suma importância a preservação da história. Segundo Marisa Villela:
“No entanto, o passado não morre porque sempre estamos nos reportando a ele. Conhecer o passado faz com que prestemos atenção ao presente. É também extremamente útil para compreender porque a nossa vida de agora é desse e não de outro jeito, porque temos atitudes atávicas que remontam há anos ou porque nos interessamos pelas mesmas coisas que nossos avós. É ele que nos faz atentos a não repetir os mesmos erros e a replicar os acertos. De fato, o passado sequer é passado.”
Nesta biografia conhecemos a vida interessante deste cidadão Ibitinguense, Annibal Fernandes Villela desde 1.911 até 1.929 e mergulhamos numa história de paixão avassaladora entre Annibal e Maria, uma história com final infeliz.
Maria Micheloni era filha de imigrantes italianos, considerada como uma das mulheres mais bonitas de Ibitinga. Era casada com Olympio Alves chefe da Estação Ferroviária Douradense e foi debruçada na janela com a face apoiada na mão a observar a mata e os passarinhos que Annibal a viu pela primeira vez e se apaixonou. E é pelo jornal O Ibitinguense que Annibal declarava este amor ardente por ela, através de crônicas, poesias, ele chegou até mesmo a compor uma musica chamada “O primeiro Beijo”.
“Ela, hoje, talvez não se lembre do afã com que sempre busquei vê-la e segui-la por toda parte… ainda que de longe! Eu era a sua sombra. Queria a todo custo respirar o mesmo ar que ela respirasse, pisar o mesmo terreno que ela pisasse, olhar o mesmo ponto para onde ela a vista dirigisse.”
Mas não eram só suas declarações românticas que compunha o jornal, Annibal era um rapaz com muita astúcia usava também o jornal para criticar a oposição política e fazer reinvindicações. Se hoje usamos as redes sociais para trocarmos farpas políticas, naquela época eram os jornais.
Olympio Alves e Maria tiveram três filhos, quando o terceiro filho fez um ano de idade Maria fugiu com Annibal para a vila de Cerquilho e lá viveram escondidos. Eu imagino que tenha sido um escândalo, pois se ao ler o livro eu fiquei chocada com a ousadia de Maria de deixar três filhos para trás, tendo o mais novo apenas um ano, eu fico imaginando na época. Maria realmente era uma mulher ousada para aquela época. Mas a paixão nos cega, não é mesmo?
Eu fiquei curiosa em saber como ficou a vida de Olympio abandonado pela esposa e deixado com três filhos pequenos para criar. Será que ele se casou novamente? E os filhos que rumo tiveram? Mas no livro não é dito nada, provavelmente a autora não deve ter encontrado dados sobre eles. Enfim, depois de sete anos casada com Olympio Alves, Maria se casou com Annibal e tiveram dois filhos Oneida e Ênio. Annibal que era farmacêutico formado no Rio de Janeiro abriu sua farmácia em Cerquilho.
Acontece que Maria engravidou pela terceira vez e Annibal desconfiou que o filho não era dele, pois quando ela engravidou ele estava em combate na época da Revolução Paulista. Annibal era um homem paciente, esperou a criança nascer e viu que a criança era ruiva e sardenta, não se parecia em nada com ele. E então, é aí que a história desta paixão se acaba. Depois de sete anos juntos Annibal se separa de Maria por achar que foi traído por ela. Lembrando que nos anos 20 não existia teste de DNA.
Maria voltou para o povoado de Água Vermelha onde moravam seus pais levando apenas Ivan o filho que Annibal estava convicto de que não era dele.
Depois da separação, Annibal decidiu morar em Barretos e abriu uma farmácia por lá, os filhos foram colocados em um orfanato na cidade de São Paulo e foram levados para Ibitinga pelos os avós depois de sua morte.
Eu penso que Annibal não deve ter sido mais o mesmo depois de Maria, apesar de ter conhecido Ada uma mulher que acabou sendo sua companheira até o último dia da sua vida. Ada e Annibal não tiveram filhos.
Annibal morreu em 1.937. Consta no atestado de óbito que sofreu um infarto. A mãe dele nunca acreditou em uma morte natural do filho, aliás, Annibal era farmacêutico e tinha todas as químicas à disposição e sabia como usá-las. Teria ele cometido suicídio aos quarenta e sete anos de idade?
E para finalizar esta resenha, tenho que dizer que os Ibitinguenses devem se sentir orgulhosos por esta obra bem escrita que conta uma parte da história desta cidade que ficará eternizada nestas páginas.
Início da leitura 28/12/2018
Término da leitura 26/01/2019
Para ouvir a música composta por Annibal “O Primeiro Beijo”, clique aqui: https://soundcloud.com/memoria-ibitinguense/o-primeiro-beijo-annibal-villela
Este livro, Annibal – Uma Biografia, foi emprestado a mim pelo Paulo Meira Ramos, falecido em 09/03/2022. Paulo que era casado com minha sogra Solange Aparecida Ramalho Spanghero, também já falecida em 23/06/2024 e padrasto do meu marido, me emprestara este livro em 2018. O término da leitura e a resenha deste livro foram feitas em 2019, como o tempo passa e como a vida muda! Ele sabendo que eu gostava de ler me emprestou o livro,e eu mesmo sabendo que um livro emprestado deve ser devolvido, não devolvi tão logo e conhecendo o Paulo ele não deve ter gostado (risos). Quando fui devolver, ele disse que eu podia ficar com ele, pois já tinha outro. Hoje, 05/05/2026 dia em que eu escrevo esta última linha, eu penso que este livro ficou como uma lembrança dos dois para mim.
Resenha do Livro – Um Amor a Conquistar – Os Irmãos Stanislaski Volume 3 de Nora Roberts

Resenha do Livro
Um Amo a Defender – As Irmãs Stanislaski
Nora Roberts
O livro começa com a escritora Nora Roberts dizendo aos leitores que era a caçula de cinco filhos e a única filha e que por estar em desvantagem numérica teve que aprender a usar os atributos femininos básicos a fim de obter vantagem. Ela não se refere a vantagens obtidas através de lágrimas e queixas. Nora Roberts diz:
“Estou falando sobre a mente feminina e todos os seus interessantes questionamentos e pontos de vista. E sobre o coração feminino – seus profundos porões e, com frequência, incompreensível lógica. Como menina, aprendi a apreciar e a admirar a feminilidade, cujo tipo nada tem a ver com rendas e babados e tudo a ver com emoção.”
Ao escrever sobre este aprendizado pessoal a escritora deixa subentendido para mim que isto foi inspiração para criar a personagem do livro Rachel Stanislaski. Inspiração e compreensão da mente de Rachel, personagem considerada especial para Nora Roberts, embora cada membro da família Stanislaski exerce um fascínio sobre ela e sobre mim.
A história se inicia com Nicholas LeBeck, mais conhecido como Nick, um jovem de 19 anos, problemático. Nick se sente uma pessoa abandonada e rejeitada, sua mãe morre, seu meio irmão o “abandona” para servir a marinha, restando-lhe apenas seu padastro, um homem que era 20 anos mais velho que sua mãe, de temperamento difícil que não demonstrava afeição.
Nick entra para uma gangue de Nova York chamado de os “Cobras” e se envolve em confusão e vai parar na delegacia e é aí que Rachel Stanislaski entra na história.
Rachel é uma defensora pública, filha caçula dos Stanislaski imigrantes da Ucrânia e segunda filha, seu irmão Alex é um policial sempre preocupado e super protetor de Rachel.
Nora Roberts considera a personagem Rachel especial devido as ambições pessoais, à força de suas convicções e ao modo como vinham à tona, mesclados com o forte amor pela família.
Zackary Muldoon, meio irmão de Nick, ao saber que ele estava preso, vai até a delegacia. Zack serviu a marinha por vários anos, é do tipo durão, impaciente e de personalidade um tanto quanto agressiva. Rachel com sua inteligência, temperamento forte, senso de justiça e profunda compaixão. Zack ao ir a delegacia buscar informações sobre o irmão que o despreza conhece Rachel e vocês já podem imaginar como foi a primeira conversa dos dois, de personalidades fortes e é aí que mais uma deliciosa história de romance de Nora Roberts começa.
Nick consegue liberdade provisória por dois meses, durante esse período teria que entrar na linha. Zack fica como seu tutor, Nick vai morar e trabalhar com ele e Rachel como cotutora de Nick fica encarregada de enviar relatórios sobre seu comportamento, ela não gosta nem um pouco desta ideia, mas como funcionária pública cumpre o seu papel. Nesses dois meses muita coisa acontece e a vida de todo mundo muda.
Eu gostei deste livro, mais uma vez Nora Roberts consegue me fazer apaixonar pela história, personagens seguindo a mesma fórmula que o primeiro que é: paixão, conflitos internos e externos e diálogos bem conduzidos. Estou curiosa para ler os volumes 3 e 4 que desta vez é sobre os irmãos Stanislaski.
Por Vanessa R. C. Spanghero
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Resenha do Livro – Um Amor a Defender – As irmãs Stanislaski Volume 2 de Nora Roberts

Resenha do Livro
Um Amo a Defender – As Irmãs Stanislaski
Nora Roberts
O livro começa com a escritora Nora Roberts dizendo aos leitores que era a caçula de cinco filhos e a única filha e que por estar em desvantagem numérica teve que aprender a usar os atributos femininos básicos a fim de obter vantagem. Ela não se refere a vantagens obtidas através de lágrimas e queixas. Nora Roberts diz:
“Estou falando sobre a mente feminina e todos os seus interessantes questionamentos e pontos de vista. E sobre o coração feminino – seus profundos porões e, com frequência, incompreensível lógica. Como menina, aprendi a apreciar e a admirar a feminilidade, cujo tipo nada tem a ver com rendas e babados e tudo a ver com emoção.”
Ao escrever sobre este aprendizado pessoal a escritora deixa subentendido para mim que isto foi inspiração para criar a personagem do livro Rachel Stanislaski. Inspiração e compreensão da mente de Rachel, personagem considerada especial para Nora Roberts, embora cada membro da família Stanislaski exerce um fascínio sobre ela e sobre mim.
A história se inicia com Nicholas LeBeck, mais conhecido como Nick, um jovem de 19 anos, problemático. Nick se sente uma pessoa abandonada e rejeitada, sua mãe morre, seu meio irmão o “abandona” para servir a marinha, restando-lhe apenas seu padastro, um homem que era 20 anos mais velho que sua mãe, de temperamento difícil que não demonstrava afeição.
Nick entra para uma gangue de Nova York chamado de os “Cobras” e se envolve em confusão e vai parar na delegacia e é aí que Rachel Stanislaski entra na história.
Rachel é uma defensora pública, filha caçula dos Stanislaski imigrantes da Ucrânia e segunda filha, seu irmão Alex é um policial sempre preocupado e super protetor de Rachel.
Nora Roberts considera a personagem Rachel especial devido as ambições pessoais, à força de suas convicções e ao modo como vinham à tona, mesclados com o forte amor pela família.
Zackary Muldoon, meio irmão de Nick, ao saber que ele estava preso, vai até a delegacia. Zack serviu a marinha por vários anos, é do tipo durão, impaciente e de personalidade um tanto quanto agressiva. Rachel com sua inteligência, temperamento forte, senso de justiça e profunda compaixão. Zack ao ir a delegacia buscar informações sobre o irmão que o despreza conhece Rachel e vocês já podem imaginar como foi a primeira conversa dos dois, de personalidades fortes e é aí que mais uma deliciosa história de romance de Nora Roberts começa.
Nick consegue liberdade provisória por dois meses, durante esse período teria que entrar na linha. Zack fica como seu tutor, Nick vai morar e trabalhar com ele e Rachel como cotutora de Nick fica encarregada de enviar relatórios sobre seu comportamento, ela não gosta nem um pouco desta ideia, mas como funcionária pública cumpre o seu papel. Nesses dois meses muita coisa acontece e a vida de todo mundo muda.
Eu gostei deste livro, mais uma vez Nora Roberts consegue me fazer apaixonar pela história, personagens seguindo a mesma fórmula que o primeiro que é: paixão, conflitos internos e externos e diálogos bem conduzidos. Estou curiosa para ler os volumes 3 e 4 que desta vez é sobre os irmãos Stanislaski.
Por Vanessa R. C. Spanghero
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Resenha do Livro – Um Amor a Domar – As Irmãs Stanislaski Volume 1 de Nora Roberts

Resenha Descritiva
Um Amor a Domar – As Irmãs Stanislaski
Nora Roberts
Este é o primeiro livro que eu leio da escritora Nora Roberts e desconfio que será o primeiro de muitos, adorei a história, a forma como ela conduz os diálogos, descreve os pensamentos e sentimentos dos personagens.
Paixão! É este o sentimento que me despertou ao ler o livro, você se apaixona pelo personagem e pela história , fazendo com que você queira viver aquele romance também.
A história gira em torno de dois personagens: Natasha Stanislaski e Dr. Spence Kimball, ambos com um fato triste que aconteceu no passado na vida de cada um.
Natasha Stanislaski é uma imigrante que veio com a família quando ela era pequena morar no Brooklyn, é a mais velha de quatro filhos. Aprendeu balé e era a sua paixão, queria se tornar uma bailarina profissional, foi quando aos 18 anos conheceu um bailarino com o qual teve um romance e algo traumatizante aconteceu e fez com que a vida dela tomasse outro rumo. Para fugir do que acontecera com ela e recomeçar uma nova vida, Natasha se muda do Brooklyn e vai morar numa pequena cidade universitária no Oeste da Virgínia e abre uma loja de brinquedos chamada Fun House, sua funcionária Annie é também sua melhor amiga.
Desde o seu último romance Natasha não estivera com mais ninguém, sua vida era focada no trabalho e por mais que tentasse seguir sua vida em frente, a dor que carregava a impedia de se abrir para novos relacionamentos, até que Dr. Kimball apareceu em sua vida.
Spence Kimball é um renomado compositor, que frequentava, no auge da sua carreira, a alta sociedade de Nova York juntamente com sua esposa Angela.
Angela era uma mulher bonita e Spence Kimball se apaixonara por sua beleza. Tanto Angela quanto Spence gostavam de frequentar jantares e concertos em Nova York, o que havia de melhor e mais bonito, mas ambos também eram mimados e irresponsáveis.
O relacionamento dos dois já não ia bem, quando então, Angela fica grávida de Freddie, uma gravidez indesejada por ela. Angela queria abortar a criança, mas Spence a convece de mudar de idéia, para ele a vinda da criança seria uma oportunidade de dar continuidade ao casamento dos dois. Freddie nasce, mas para os pais é como se ela não existisse, ela era cuidada por Vera sua babá, mesmo com a criança, eles continuavam com o mesmo estilo de vida, como se não tivessem responsabilidade, até que acontece uma tragédia com Angela.
Spence começa a repensar sobre sua vida, principalmente em relação a sua filhinha e então decide mudar de cidade, mudar de estilo de vida e se mudam para uma cidade pequena e tranquila para dar aula em uma Universidade como professor de música, mesma cidade de Natasha.
E então quando Spence vai na loja de brinquedos Fun House, esta deliciosa história de paixão dos dois começa, Spence se sente atraído por Natasha desde o primeiro instante, nasce um desejo e uma paixão que nunca sentiu antes por nenhuma outra mulher e Natasha de personalidade forte e teimosa, reluta para não cair nesta paixão, achando que Spence era mais um a brincar com o seu coração.
Um Amor a Domar, é uma história sobre desejo e paixão, Nora Roberts soube como criar personagens cativantes com diálogos internos (pensamentos, sentimentos) e externos muito bem no geral, apesar de alguns momentos a relutância de Natasha com o Dr. Kimball nos diálogos era um pouco cansativa, mas que faz parte perfeitamente do contexto. É uma leitura agradável para você se apaixonar!.
Por Vanessa R. C. Spanghero
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Resenha do Livro – Os Mistério de Sir Richard – Quarteto Smythe-Smith – 4 de Julia Quinn

Resenha Descritiva
Os Mistérios de Sir Richard
Quarteto Smythe-Smith – 4
Sir Richard Kenworthy não tinha uma grande fortuna, mas era solteiro. Nunca ficara apaixonado e nem pretendia ficar em nenhum momento próximo. Apenas não tinha tempo para isso. Mas algo acontece e tudo isso muda.
Richard foi convidado para o Recital Anual das Smythe-Smiths. Ele nunca havia ido ao recital então mal sabia o que o esperava.
Já era o terceiro concerto que Iris Smythe-Smith, a garota pálida e de cabelos louro-avermelhados, participava. Richard ficou fascinado por Iris, a moça que tentava se esconder atrás de um grande violoncelo. Ela era o tipo de garota que não chamava atenção, mas ele não conseguiu tirar os olhos dela. Iris estava acostumada a ser invisível e até gostava disso, preferia observar as pessoas do que ser o centro das atenções.
Acontece que Richard precisa se casar o mais rápido possível, este é um dos mistérios que Sir Richard possui e que só vamos descobrir mais ao final do livro quando ele já está casado há algum tempo com Iris depois de comprometê-la com um beijo. Iris foi sua escolha e tudo foi armado por ele.
Obrigada a casar as pressas com Richard, Iris estranha o fato do marido não consumar o casamento. Richard tinha que controlar o seu desejo pela esposa, pois isso fazia parte do seu plano que sabia que quando fosse revelado para Iris, ela nunca o perdoaria.
Quando o mistério é revelado Iris fica furiosa e com toda razão. Enquanto eu lia o livro eu me perguntava: é sério que ela vai ter que fazer isso? Não pode ser! Como é que vão resolver este problema sem ela ter que abdicar a sua felicidade? Isso tem que ter outra solução. Só que mais segredos foram descobertos. Segredos que até o próprio Richard não sabia e a história toma outro rumo com a ajuda de Iris, e isso só mostra que ela foi a escolha perfeita de Richard.
Confesso que o começo deste livro não me prendeu tanta a atenção como os outros, mas deve ser porque o começo deste livro foi diferente, primeiro se casaram e depois se apaixonaram num processo um pouco mais lento do que os outros livros. Primeiramente, os personagens tiveram que se casar sem ao menos se conhecerem direito, nem mesmo dado tempo de se apaixonarem de verdade, mas tudo isso faz parte do contexto. Mas Julia Quinn sempre surpreende e a história de Richard e Iris fica cada vez melhor ao desenrolar do casamento entre os dois, e prende a atenção ao fazer o leitor querer descobrir qual o mistério que Richard esconde.
O interessante ao ler estes livros de época é perceber como a sociedade era tão diferente do que é hoje. Por causa de um beijo antes do casamento a honra da mulher ficava comprometida, além da mulher ter que ser totalmente obediente ao homem. Richard colocou Iris numa situação que ela tinha que obedecer ao marido mesmo que fosse um absurdo o que ele pedia. Recomendo esta série a todos que queiram ler um romance de época com um final feliz bem açucarado.
É com um aperto no coração que eu me despeço desta série, foi o meu primeiro contato com a escrita da Julia Quinn e simplesmente adorei, quero ler num futuro próximo o tão bem falado Os Bridgertons.
Início da leitura: 10/06/2018
Término da leitura: 17/06/2018
Por Vanessa R. C. Spanghero
Resenha do Livro – A Soma de Todos os Beijos – Quarteto Smythe-Smith – 3 de Julia Quinn

Resenha Descritiva
A Soma de Todos Os Beijos
Quarteto Smythe-Smith – 3
Lorde Hugh Prentice possui uma excelente memória, um talento raro que ele usa nos jogos de cartas. Hugh consegue memorizar todas as cartas do baralho e com esta habilidade ele se tornou um lendário jogador que até então ninguém conseguia vencê-lo, mas numa noite da primavera de 1.821 num jogo de cartas com os seus amigos que estavam bêbados inclusive Hugh que havia bebido muito a ponto de perder o autocontrole o que era algo incomum de acontecer com ele, perdeu o jogo para Daniel Smythe-Smith. Furioso e bêbado Hugh o chamou de trapaceiro e o desafiou para um duelo.
No duelo que aconteceu ao amanhecer, ambos se feriram embora esta não fosse a real intenção de Daniel que levou um tiro no ombro e Hugh que levou um tiro na perna que o deixou coxo.
O marquês Ramsgate, pai de Hugh e Freddie é um homem egoísta e malvado que só pensa em ter um herdeiro para perpetuar o título nobre e pouco se importa com os filhos. Freddie irmão mais velho de Hugh ainda era solteiro e se o marquês Ramsgate pudesse escolher seu herdeiro sua opção seria Hugh, mas não por ter muita afeição por Hugh, mas sim pelo desgosto que tinha por Freddie.
Hugh sempre fora uma alma solitária e Sarah Pleinsworth era uma daquelas mulheres dramáticas dadas a exageros e declarações grandiosas e num baile onde se encontraram pela primeira vez Sarah deixou bem claro para Hugh que ele quase destruiu sua família naquele duelo e que ela jamais o perdoaria.
Tempos depois no casamento de Honória com lorde Chatteris, Hugh a pedido dela foi convidado a se sentar-se à mesa principal do casamento e ela deu a missão a Sarah de fazer companhia a ele para que não se sentisse deslocado. Mas o que Honória não sabia é que ambos não se gostavam nenhum pouco. Tanto Sarah quanto Hugh fizeram o esforço de aceitar o pedido de Honória. Hugh porque ela era irmã de Daniel e ele se sentia em dívida com ele e Sarah porque Honória era a prima e a amiga que mais amava.
Além do casamento de Honória e lorde Chatteris haveria também o de Daniel Smythe-Smith e Anne Wynter semanas depois o que fez com que Sarah e Hugh passassem mais tempos um na companhia do outro e fazer surgir uma paixão entre eles.
Hugh para conseguir fazer com que Daniel pudesse voltar para casa fez um acordo com o seu pai para que parasse de persseguí-lo. Acontece que se caso ele se casasse com Sarah e tivesse os herdeiros que o marquês Ramsgate tanto queria, este acordo não teria mais sentido, colocando novamente a vida de Daniel em risco. E é então como todos os livros do Quarteto Smythe-Smith que o casal tem que lutar para conseguir ficar juntos, pois sempre aparece um empecilho na felicidade do casal na história.
Mais uma agradável leitura, com personagens bem construídos pela Julia Quinn.
Início da leitura: 28/05/2018
Término da leitura: 06/06/2018
Por Vanessa R. C. Spanghero
Resenha do Livro – Uma Noite Como Esta – Quarteto Smythe-Smith – 2 de Julia Quinn

Resenha Descritiva
Uma Noite Como Esta
Quarteto Smythe-Smith – 2
Daniel que fugiu para Itália por causa de uma briga, depois de três anos finalmente pôde voltar para casa e ele voltou no mesmo dia que acontecia a apresentação do quarteto Smythe-Smith.
Lady Sarah havia ficado muito doente no dia do concerto e para não cancelar a apresentação ela foi substituída de última hora pela governanta das três irmãs mais novas, Anne Wynter.
Daniel se apaixona por Anne, a misteriosa mulher que ele vê no concerto anual na casa de sua família e faz de tudo para conhecê-la melhor e se aproximar dela nem que para isso ele tenha que passar os dias na companhia das primas.
Apesar de Anne Wynter se sentir verdadeiramente tentada por Daniel depois de anos se esquivando de avanços masculinos indesejados, ela é apenas uma governanta que não tem o direito de flertar com um nobre e muito mais que isso, Anne Wynter pode não ser quem diz que é. Ela esconde um passado e foi obrigada a fugir dele, mesmo assim corre perigo. Mas Daniel faz de tudo para ter um final feliz com Anne.
Este livro não perdeu em nada para o primeiro, é romântico e engraçado. Um romance que aquece o coração, ansiosa para ler o próximo livro da série Quarteto Smythe-Smith.
Escrito em 28/05/2018
Por Vanessa R. C. Spanghero
Resenha do Livro – Simplesmente o Paraíso – Quarteto Smythe-Smith – 1 de Julia Quinn

Resenha Descritiva
Simplesmente o Paraíso
Quarteto Smythe-Smith – 1
Marcus Holroyd herdeiro do condado de Chatteris estava sempre sozinho. A mãe, condessa de Chatteris morrera quando ele tinha quatro anos, mas mesmo quando era viva criava o filho à distância. Ela colocara o filho aos cuidados da ama Pimm e fora desfrutar a vida social de Londres.
O pai, lorde Chatteris ao contrário da esposa, gostava mais da vida no campo e também criara o filho de uma forma distante e fria. O conde não desejava se casar de novo e ter mais filhos.
Marcus teve os melhores instrutores e uma educação de cavalheiro. Aos doze anos o pai resolveu colocá-lo para estudar na Etan College e este foi um momento feliz na vida dele, pois ele não tinha nenhum amigo e lá ele poderia fazer amizades.
Marcus se sentia deslocado na escola ao contrário de Daniel Smythe-Smith que era o oposto dele. Daniel é um líder nato, sem timidez e autoconfiante, dormia na cama ao lado de Marcus na Etan College e acabaram tornando-se grandes amigos.
Marcus de tanto frequentar a casa de Daniel mais do que a própria família, acabou se tornando parte da família Smythe-Smith até 1982, quando Daniel arruinou tudo.
Daniel herdeiro do condado de Winstead teve que fugir para a Itália, no último minuto antes de partir pediu para Marcus seu melhor amigo que olhasse por Honória, a irmã mais nova, para que ela não se casasse com um imbecil. É claro que Marcus concordou, mas ele nunca contou a ela sobre esta promessa. Marcus havia espantado quatro pretendentes, ele passava bastante tempo se metendo discretamente na vida dela.
Honória que faz parte do quarteto desafinado Smythe-Smiths uma tradição de família que existe há décadas para as jovens solteiras da família, está desesperada para se casar e ter uma família grande e barulhenta como foi a sua. Acontece que com Marcus vigiando seus pretendentes vai ser difícil, nenhum parece ser ideal para ela.
Marcus e Honória se conhecem desde criança, um conhece o outro melhor do que ninguém, desta amizade surge o amor, e então os dois percebem que o par ideal estava mais próximo do que imaginavam.
Este é o meu primeiro livro da Julia Quinn e adorei a escrita dela, leve e divertida. E é também meu primeiro romance de época. Faz um bom tempo que eu não lia um livro de romance, então embora a história seja simples e eu já tenha lido livros com histórias mais arrebatadoras, a leitura deste me agradou mesmo assim.
Data da resenha 12/05/2018
Vanessa R. C. Spanghero